quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

PROJETO - ESCOLA MULTISSERIADA


Estrada que vai para Escola Florestan Fernandes


OBJETIVO GERAL
Desenvolver nos educandos postura e comportamentos de leitor e escritor, considerando as funções comunicativas dos gêneros textuais: contos, fábulas e poesias, bem como, os elementos essenciais que estruturam esses tipos de gêneros.

Objetivos Específicos:
• Realizar levantamento diagnóstico para saber o que os alunos já dominam sobre contos, fábulas e poesias;
• Distribuir responsabilidade e compromisso a todos envolvidos no projeto;
• Selecionar portadores de textos que contemplem os gêneros: fábulas, contos e poesias;
• Planejar momentos de leituras juntamente com os alunos, contemplando os gêneros: contos, fábulas e poesias;
• Ler, citar e declamar poesias;
• Buscar parcerias com a comunidade para resgatar contos tradicionais e fábulas;
• Problematizar situações ditadas pelos alunos em textos coletivos, enfatizando a textualização;
• Produzir textos orais e escritos enfatizando os gêneros citados;
• Enfatizar nos educandos a postura e comportamentos de leitor e escritor;
• Produzir textos, individuais, em duplas e coletivos;
• Revisar os textos, considerando a função comunicativa, os elementos de estrutura de cada gênero, as questões gramaticais e ortográficas e aguçar o comportamento de escritor nos educandos;
• Produzir um livro coletivo portador de três gêneros fábulas, contos e poesias.



PÚBLICO ALVO 42 Alunos dos anos iniciais do Ensino Fundamental de três classes Multisseriadas localizadas na área rural do município de Ariquemes – RO
JUSTIFICATIVA

Esse projeto pedagógico intitulado “Ler para Produzir” na forma pela qual está sendo concebido, pretende ser implementado nas classes Multisseriadas rurais: Florestan Fernandes, Nova Vida e Sílvio Rodrigues. Tem como objetivo principal desenvolver nos educandos postura e comportamentos de leitores e escritores, considerando as funções comunicativas dos gêneros textuais: contos, fábulas e poesias, bem como, os elementos essenciais que estruturam e caracterizam esses tipos de gêneros.
Sabe-se que uma das grandes dificuldades que os educadores encontram na atualidade está relacionado a produção de texto, nesse contexto, a escola como instituição responsável em proporcionar, organizar e sistematizar a produção dos saberes precisa implantar metodologias inovadoras, concedendo aos educandos o direito de aprender a aprender, introduzindo-os no mundo das práticas sociais da leitura e escrita. De acordo com (KATIA LOMBA) “Qualquer manifestação verbal organiza-se, inevitavelmente, em algum gênero do discurso, de uma conversa de bar a uma tese de doutorado, que tenha sido produzida em linguagem oral ou linguagem escrita”. Nesse sentido vale ressaltar a relevância de planejar ações educativas que desenvolvam nos educandos a capacidade de apropriar-se das práticas sociais de leitura e escrita.
Partindo do pressuposto que para aprender é necessário que o aprendiz interaja com o objeto de estudo, com esse projeto pretende-se alicerçar em condições didáticas, material de apoio, e metodologia inovadora para essa interação. O aluno como sujeito da sua própria aprendizagem precisa crescer na perspectiva que se escreve com funções distintas, conhecer a função comunicativa que cada gênero traz considera-se de grande relevância para o aprendiz escritor e é nesse contexto que esse projeto busca estabelecer seus objetivos.
Sabe-se que nas práticas tradicionais de produção de textos a escola muda esse entendimento como aponta (VAL, 2005 p. 55). “...na escola, inverte-se essa lógica: o aluno não escreve para ser lido, mas para ser corrigido. A lógica escolar elimina, desse modo, a atitude responsiva ativa, pois o aluno sabe de antemão que nada ou muito pouco pode esperar como resposta afetiva ao que produz.” Nesse contexto ressalta-se a necessidade de resgatar a verdadeira função da escrita, que é a comunicativa, de forma alguma questiona-se a aqui necessidade de revisar os textos produzidos na escola pelos alunos, mas pelo contrário, essa deverá ser feita mas não como objetivo principal.
A reflexão feita por Val ( 2005, p.54) vem ao encontro do que se pretende nesse projeto:
Pensar no ensino de produção de texto requer pensar, em primeiro lugar, que um texto produzido por um aprendiz manifesta-se como produto de um sujeito que, a seu modo, através das diversas possibilidades e formas de linguagem, busca estabelecer um determinado tipo de relação com o seu interlocutor.

De acordo com essa citação entende-se que a função principal da produção dos textos na escola, a que deve ser mais evidenciada, é a função comunicativa, ou melhor, que essa deve ter um olhar diferenciado, as questões ortográficas gramaticais deverão existir, mas não como o objetivo principal. Diante do supracitado justifica-se a relevância da implementação desse projeto.


ETAPAS DE DESENVOLVIMENTO

1ª ETAPA: Realização de uma conversa informal com os alunos para levantamento dos conhecimentos prévios que eles têm sobre os gêneros: contos, fábulas e poesias. Nesse diagnóstico cada professora deverá observar, se possível, fazer anotações sobre os conhecimentos que caracterizam cada gênero que os alunos já possuem. Será relevante as anotações, pois elas ajudarão as professoras a planejarem suas ações. Ainda nessa etapa as professoras deverão compartilhar com os alunos o que se pretende realizar, falar do projeto, incentivá-los a assumir responsabilidades e compromisso com a atividade. Traçar metas para a realização.

2º ETAPA: Nessa etapa contempla a seleção dos portadores dos gêneros textuais: contos, lendas e fábulas, poderão ser feito empréstimo de outras escolas, até mesmo da biblioteca municipal, da biblioteca da escola Mafalda Rodrigues e das escolas que estão inseridas no projeto.

3ª ETAPA: Nessa etapa desenvolverá leituras dos gêneros citados acima. As professoras criarão várias estratégias de leituras tais como: roda de leitura, leitura individual, leitura coletiva, leitura em dupla, leitura para recitar, (no caso poesias), Leitura inicial em voz alta. Poderão também contar com a ajuda da comunidade pesquisando pessoas da comunidade que saiba de algum conto e levá-los até a escola para contar aos alunos. Nessa atividade as professoras não poderão perder o foco do projeto que seria evidenciar os elementos textuais que caracterizam os gêneros,

4ª ETAPA: Nesse momento as professoras poderão iniciar o trabalho de produção de textos. Uma boa estratégia seria trabalhar a reescrita coletiva, com objetivo de aprimorar o comportamento de escritor as características de cada gênero, a textualização, a revisão, em fim todo o procedimento que deverá ser tomado na produção textual. Poderá ser trabalhada a produção individual, coletiva e em duplas. Os alunos nessa etapa já conhecem o projeto, já sabem para quem estão produzindo, sabe o objetivo do projeto. Nessa etapa a professora deve cobrar responsabilidade, capricho, comportamento de escritor, pois os textos serão colecionados e selecionados para produzir o livro.

5ª ETAPA: Nessa etapa será realizada uma nova revisão dos textos, poderá ser usada estratégias variadas, leituras para todos ouvirem, mas com um ouvir crítico, troca de textos para fazer leituras, divulgação dos textos. As professoras poderão orientar os alunos, questionando os elementos coesivos, a textualização a ortografia e outros.

6ª ETAPA: Nessa etapa será a produção do livro, discutir a forma que será organizado, o modelo da capa, a dedicatória, a forma de apresentá-lo etc.

AVALIAÇÃO

A avaliação do projeto será feita durante o processo, acompanhando as etapas de implementação. No final do projeto professoras e coordenação pedagógica reunirão para fazer a avaliação final, destacando as potencialidades e fragilidades do projeto.
Texto produzido pelas crianças de 4° Ano


Livros, revistas, comunidade, papel, caneta, quadro ,giz, lápis de cor, borracha.

REFERENCIAL
Val, Maria das Graças Costa. Reflexões sobre prática escolares de produção de textos – o sujeito-autor / organizado por Maria das Graças Costa Val e Gladys Rocha. Belo Horizonte: Autentica/CEALE/FaF/UFMG, 2005.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

II ENCONTRÃO DE ALFABETIZADORES



O evento foi realizado no dia 14 de dezembro tendo como objetivo de reunir os coordenadores e professores de 1º e 2º ano para compartilhar as experiências desenvolvidas através de projetos didáticos, sequência didática e atividades permanentes nas escolas.
O momento foi bem significativo, além das apresentações dos professores sobre as modalidades organziativas do tempo didático contamos com uma dinâmica bem interessante nos intervalos das apresentações, algumas escolas trouxeramprofessores para realizarem a leitura em voz alta para o grupo presente, também contamos alguns contadores de histórias, apresentação de fantoches e para iluminar nosso espetáculo, algumas crianças vieram para o evento apresentar o que aprenderam em relação a leitura e a escrita, através do projeto didático desenvolvido em suas escolas.

Este ano as escolas desenvolveram muitos projetos didáticos:
• Leitura e reescrita de contos de fadas;
• Ler e reescrever lendas;
• Projeto livro aberto;
• Meu ipê florido;
• Bolsinha mágica;
• Vida ribeirinha;
• Contos que encantam;
• Receita culinária;
• Projeto pombo correio;
• Cantigas de roda;
• Aprendendo a culinária;
• Projeto reescrita e revisão de contos;
• Lendo e construindo história em quadrinhos;
• Projeto meu dicionário;
• Gêneros textuais do folclore brasileiro;
• Projeto de leitura e reescrita da história “O trenzinho do Nicolau”
• Projeto ler para produzir;
Refletimos muito, os avanços foram significativos, que nos permite a pensar que o ideal está por vir.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Reescrita

A reescrita é uma excelente situação de aprendizagem, pois as crianças vão compreendendo e adentrando a organização da linguagem escrita. Para essa proposta é importante saber quais gênero escolher. Existem os que permitem à criança a maior possibilidade de refletir sobre a linguagem que se escreve exemplos: contos, fábulas, lendas, notícias... pois terão como desafio para produção textual pensar na sequência dos acontecimentos, na linguagem escrita, no contexto comunicativo.

Para esta proposta, a figura do professor é muito importante, pois, ele precisa organizar o ensino e centrar esforços através de elaboração de propostas coerentes para que os alunos possam produzir textos mais interativos, cabe a ele, promover a interação dos alunos com textos de variados gêneros, de início essa participação pode se dá por meios de leituras, feita pelos professores, assim serão incentivadas a acionar suas experiências e conhecimentos em suas produções textuais.
Vejamos o percurso de Fabíola aluna do 1º Ano:


Dessa forma podemos constatar que a reescrita é uma proposta que mais aproxima a criança da lingaguem que se escreve, pois o que está em jogo não é a reflexão nem aquisição do sistema de escrita e sim o que se sabe sobre os textos.

PROJETO CONTOS QUE ENCANTAM


Professora: Flavia do 1º ano “D”
Quem não se lembra, quando menino a professora pedia para escrever uma redação, geralmente ela determinava um tema só dava uma figura já mimeografada para turma. Eu me lembro que não gostava de escrever, pois meu texto sempre voltava cheio de rabiscos vermelhos.
Durante quatro anos também ensinei meus alunos a fazerem textos assim e corrigia assim. Mas, com a formação do Além das Letras tive a oportunidade de conhecer outras maneiras e formas bem mais prazerosas e produtivas de trabalhar com um gênero textual, para que o aluno conheça suas características, e através dos meus procedimentos eles possam manisfestar comportamento de leitores e escritores.
Este ano optamos em trabalhar os contos de fadas. Primeiro fizemos uma sondagem para verificar quais as histórias que eles já conheciam e o que era conto de fadas.
Depois foi feita uma votação para escolha de algumas histórias, a partir daí lia diariamente contos para eles. Fizemos muitas atividades como: acrósticos, listas e desenhos personagens. No projeto Contos que encantam trabalhei o bilhete, o que necessitou que as crianças escrevessem bilhetes para os personagens como, por exemplo, o Pinóquio pedindo para não mentir para Gepeto seu pai e cinderela, recebemos um bilhete de seu príncipe.
Eu particularmente adorei trabalhar dessa maneira, pois assim, o aluno tem embasamento e conhecimento sobre o gênero e ele sente seguro para escrever, quando propus a reescrita da historia observei que os alunos conheciam a estrutura do gênero o que facilitou a reescrita. No momento da revisão textual foi l foi muito vantajoso, pois eles perceberam seus erros e melhoraram seus textos.

Durante o projeto desenvolvemos teatro de fantoche, confecção de máscaras de personagens, músicas, onde foi apresentado na escola, para alunos, pais e comunidade com uma tarde do autografo. Onde os alunos dedicaram o livro confeccionado durante o projeto para seus pais. Assim vai se formando novos escritores.

Professora: GISELE do 1º ano B

O projeto “Contos que Encantam” foi um trabalho que proporcionou um grande incentivo aos alunos pela maneira inovadora de diversificar as nossas experiências e sociabilidade com os colegas, possibilitando o enriquecimento pessoal de cada um.
É gratificante observar o aluno construindo seu conhecimento, aprendendo a aprender de uma forma imaginaria com os contos de fadas.
No início foi difícil, pois sempre achei complicado crianças do 1º ano produzir um texto de qualidade. Mas aos poucos fui percebendo que na hora do conto todos ficavam ouvindo a historia com atenção. Na hora do reconto um queria contar a história mais do que o outro. Observei que a interação dos alunos, todos se preocupavam em não se esquecer de nem um detalhe.
Depois desenvolvi várias atividades baseando-se nos “contos”, na primeira etapa foram estudadas a característica do gênero, realizando muita leitura de várias histórias conhecidas pelo grupo.
Com esse projeto conquistei alguns objetivos como por exemplo: hoje as crianças já contam, recontam e reescrevem histórias até mesmo as que não escrevem convencionalmente.
No decorrer desse projeto, via a empolgação das crianças quando chegava a hora do “conto”. Foi um grande avanço, porém crianças que iniciaram escrevendo textos pequenos e outros não, aos poucos foram conseguindo enriquecer suas produções.
Apesar de algumas falhas e erros, os alunos começaram a ler e escrever textos criativos e coerentes, que para mim foi maravilhosa e muito satisfatória.
E tudo isso chegou a um produto final que é a prova viva desse trabalho, onde confeccionaram um livro de “contos de fadas”.
Gostei desta experiência deixando alguns pontos relevantes como: o envolvimento de professor e aluno, atividade em grupo, aprendizagem envolvendo leitura e escrita, trabalhos confeccionados pelos próprios alunos, criatividade, sem esquecer-se da nobre ajudo da equipe gestora para tudo isso se realizar com sucesso.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Reescrita e Reescrever

Coordenador Vicente de Paulo


O sétimo e oitavo encontro do Programa de formação continuada Além das Letras abordou um conteúdo muito interessante para ser discutido e trabalhado nas escolas, a REESCRITA. O conteúdo tem sido ultimamente muito falado, positivamente por professares e coordenadores das escolas municipais de Ariquemes por ter dado muito certo a sua prática nas escolas que aderiram à proposta de trabalho.
No processo de construção do conhecimento do ser humano o objeto de estudo precisa ser “digerido”. Assim como na alimentação, o alimento passa por diversas etapas para atingir as células do organismo e transformar em energia vital, o conhecimento da mesma forma, precisa desestabilizar o nosso conceito que temos de algo e ressiguinificá-lo, transformando-o em um novo conhecimento, fazendo assim parte do nosso aprendizado. Depois que acontecer todo esse processo conosco que passamos a utilizar o conhecimento construído na nossa prática cotidiana.
Quando foi abordada a reescrita no curso, a primeira impressão que veio a tona foi que a reescrita é um processo de escrever de novo, entendendo-a como o procedimento de reescrever. Essa forma equivocada de conceitualizar a reescrita ficou muito evidente quando em um encontro de formação uma professora comparou a reescrita com uma frase de Guimarães Rosa dizendo: “A reescrita é igual à lavadeira que lava roupa no rio molha, esfrega, enxágua até a roupa ficar pronta para por no varal”. Veja que essa comparação está mais associada ao processo de reescrever ou seja de comportamento de escritor e não a proposta de reescrita. Reescrever seria escrever um texto novamente, passando-o a limpo, fazendo correções necessárias até que o texto fique pronto, que é diferente da reescrita como uma atividade de produção de texto.
Os conceitos de reescrita e reescrever podem gerar dúvidas durante as abordagens, por serem palavras derivadas que, no entanto apresentam conceitos distintos. A reescrita é uma nova proposta de trabalho. Na reescrita o texto reescrito não é uma cópia fiel, sempre tem um texto como matriz, deverá conserva o enredo a essência do texto, mas que, no entanto também acaba sendo uma nova produção e que não deixa de utilizar o comportamento de escritor que é o reescrever na intenção de deixar o texto totalmente pronto. Na proposta da reescrita o importante não é memorizar o texto matriz, mas levar os alunos a recuperar elementos que caracteriza o determinado texto que está sendo reescrito.
O mais interessante no processo de construção do conhecimento é que após a construção de um novo conhecimento a pessoa passa a ver a realidade de uma outra forma, dessa forma o ser humano sempre se renova na busca da perfeição, ou melhor, de novos conhecimentos.
Ser aberto aos novos paradigmas é aceitar o desafio de colocar os conhecimentos construídos em jogo para crescer profissionalmente e viver a dinâmica da vida que se renova o cada segundo.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

SEQUÊNCIA DIDÁTICA DE PARLENDAS

Sequência didática – Desenvolvida pela professora Eliane Werner dos Santos - Escola Jorge Teixeira

1ª etapa
• Em uma roda de conversa, saber se as crianças conhecem alguma parlenda.
• Pedir para os alunos falar parlendas que conhecem.
• Leitura de várias parlendas pela professora, durante alguns dias.

2ª etapa
• Pedir para os alunos pesquisarem outras parlendas na biblioteca, na internet ou com a família e levar para a sala de aula.
3ª etapa
• Juntamente com a professora fazer a leitura das parlendas que pesquisaram.
• Montar um quadro de parlendas preferidas e expor em cartazes na sala de aula.



4ª etapa
• Durante alguns dias selecionar parlendas para as crianças ditarem ao professor, que irá escrever no quadro, favorecendo a reflexão dos alunos sobre a escrita, propondo comparações entre palavras que começam ou terminam da mesma forma (letras, partes da palavra) por ser um gênero de estrutura simples possibilitam que os alunos pensem muito mais na escrita das palavras (que letras usar,quantas)

5ª etapa –

• Produção de uma parlenda



6ª etapa
• Montar um livro de parlendas favoritas da turma que será colocado na maleta viajante e biblioteca da escola para todos os alunos da escola lerem.




Depoimento da professora Eliane do 1º ano B:

Desde que comecei a participar da formação continuada do Programa Além das letras, tenho mudado minha prática em sala de aula e com isso estou verificando um grande avanço de aprendizagem nos meus alunos.
A partir da formação tenho refletido minha prática e procuro trabalhar de maneira diferenciada, ou seja, deixei de levar coisas prontas para meus alunos, as produções de texto com figuras não utilizo mais.
Percebi que esse trabalho com as parlendas que as crianças refletiam sobre o sistema alfabético de escrita e além disso permitia que os alunos estabelecessem uma relação entre o oral e escrito. A atividade era um desafio para mim, mas confesso que as crianças me surpreenderam, conseguiram refletir sobre o funcionamento do sistema da escrita.
E considero o sucesso da atividade por acredita e investir em meus alunos.
Por isso digo que a formação tem sido ótima, pois tem contribuído muito na minha vida profissional.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Reflexão sobre formação continuada

A formação continuada do professor tem como finalidade contribuir para reflexão e para análise da sua prática.
Como professores, muitas vezes temos a oportunidade de conversar com os colegas, compartilhar situações, descobrir saídas para nossas dificuldades. Outras vezes, setimo-nos solitários, cheios de perguntas, insaciáveis por respostas.
Com tantas perguntas que fazemos a nós, faz necessário pensar sobre nosso trabalho, observando-o, estudando-o e buscando alternativas de melhoria. Nesse sentido entendemos que a formação continuada é essencial para o profissional, através dela podemos promover mudanças. Mudanças que não se fazem de um dia para o outro, elas são construídas através das experiências vividas que ajudam construir novos saberes e a redimensionar nossa prática.

DEPOIMENTO DA PROFESSORA LUANA - 2º ANO

ESCOLA PINGO DE GENTE

Sou professora Luana, do segundo ano do ensino fundamental, trabalho na escola Pingo de gente, atualmente tenho uma sala com 27 alunos.
Quando comecei a formação do Além das Letras, o qual tinha como tema no momento “a leitura em voz alta feita pelo professor, achei que a proposta não beneficiaria meus alunos no processo de ensino aprendizagem, apresentei até mesmo certa resistência em aceitar, uma vez que eu já realizava esta metodologia em sala, com diferentes gêneros textuais.
Porém hoje posso ver que estava equivocada com esta forma de trabalhar leitura em sala, porque toda vez que meus alunos liam eu cobrava , de alguma forma, fosse através de produção, de desenho etc. ninguém lia ou ouvia uma historia pelo mero prazer de ouvir. Todas as leituras realizadas tinham um direcionamento.
A medida que os encontros foram acontecendo, fui realizando a leitura em sala, comecei a perceber um avanço no aprendizado de minha turma . Foi ai que me empolguei e comecei a ver a leitura de forma diferente. Incentivava meus alunos a ler através da do meu comportamento leitor, agora, após a leitura abro espaço para conversar sobre o texto lido. E,hoje, posso dizer que meus alunos produzem textos muito mais coerentes e acredito que irão melhorar muito suas produções,pois a leitura também contribui para a escrita.
Como educadora, hoje, tenho uma visão diferente desta formação acredito que ela só veio inovar a nossa prática e nos auxiliar em nossa jornada diária.

NOMES PRÓPRIOS NA ALFABETIZAÇÃO

Escola Arco Iris


É importante trabalhar nomes próprios para que os alunos possam conhecer o alfabeto a partir da escrita de nomes, é uma referência para que a turma conheçam o sistema da escrita. Na alfabetização, através dos nomes próprios poderemos ensinar ler e escrever, e para isso é preciso elaborar atividades que estimulem os alunos a refletir sobre a escrita e a leitura.
Coordenadora pedagógica: Joana



Ao desenvolver uma atividade com nomes próprios por mais simples que seja ela é interessante, pois quando propomos atividades relacionadas ao nosso nome ou de pessoas com quem convivemos torna-se algo agradável e prazeroso, além de desenvolver a aprendizagem dos nossos alunos.
Professora: Maria Dulcia

A escrita de nomes próprios informa as crianças sobre as letras, a quantidade, a posição e a ordem delas, também permitem a criança reconhecer a diferença entre os substantivos comuns e próprios.
Professora: Dinorah

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Modelo de Rotina da Coordenadora Meire

Escola Chapeuzinho Vermelho

PERÍODO MATUTINO
SEGUNDA-FEIRA
• Acompanhamento do planejamento junto com professores de 1º e 2º Ano
• Devolutiva ao professor sobre a observação da prática em sala de aula

TERÇA-FEIRA
• Observação da prática do professor
• Realização do diagnóstico
• Verificação e anotações nos diários de classe

QUARTA-FEIRA
• Estudos para formação continuada com os professores
• Elaboração dos relatórios sobre a observação da prática do professor em sala de aula
• Acompanhamentos das turmas na recuperação paralela

QUINTA-FEIRA
• Estudos e elaboração da pauta para formação com os professores

SEXTA-FEIRA
• Preparação dos materiais e estudo para formação
• Elaboração dos relatórios da formação
• Verificação e anotações nos diários de classe


PERÍODO VESPERTINO

SEGUNDA-FEIRA
• Acompanhamento do planejamento junto com professores de 1º e 2º Ano
• Devolutiva ao professor sobre a observação da prática em sala de aula
• Acompanhamentos das turmas na recuperação paralela

TERÇA-FEIRA
• Acompanhamento do planejamento junto com professores de 1º e 2º Ano
• Devolutiva ao professor sobre a observação da prática em sala de aula
• Acompanhamentos das turmas na recuperação paralela

QUARTA-FEIRA
• Observação da prática do professor
• Realização do diagnóstico
• Verificação e anotações nos diários de classe

QUINTA-FEIRA
• Elaboração dos relatórios da formação
• Estudos e elaboração da pauta para formação com os professores

SEXTA-FEIRA
• Síntese da semana e planejamento das atividades pedagógica da escola

domingo, 22 de agosto de 2010

Depoimento Professora Ellen Valério – 1º Ano


Escola Eva dos Santos

Sempre achei difícil aceitar esse lado da teoria em que lendo para as crianças elas se tornariam leitores proficientes. Achava que cansaria meus alunos por ser apenas eu lendo todos dias. Pensava que se cada aluno pegasse o seu livro e fizesse a sua leitura silenciosa, despertava mais o seu interesse, portanto via a leitura em voz alta como algo sem motivação.
Após frequentar vários encontros de formação continuada Além das letras em minha escola onde quem atua como formadora é a minha coordenadora pedagógica, percebi então que, realmente, eu como professora não transmitia essa postura de leitora para meus alunos.
Comecei a compreender que os comportamentos de leitores devem ser ensinados e que devemos tratar a leitura em voz alta como conteúdo inserindo-a no planejamento. Ao fazer essa atividade com meus alunos, no início houve uma calmaria, pois a cada dia despertava mais o interesse dos alunos com os diversos tipos de textos, conhecendo autores e enriquecendo o seu conhecimento sobre a literatura infantil.
Observei que tudo é uma questão de tempo.
Hoje a leitura em voz alta tem lugar garantido na minha rotina, traz disputa na escolha do livro, nas palavras contidas na história, na ilustração e, enfim mudou muito o comportamento dos alunos em relação à leitura.
Outro fato observado é que a cada palavra diferente que os alunos ouvem, eles perguntam o significado e acaba enriquecendo o vocabulário, tanto na linguagem oral quanto na produção escrita de textos.

A descoberta da leitura em voz alta

Depoimento - Professora Miriam Duarte – 2º ano
Escola Eva dos Santos



Era muito comum, eu, como educadora, realizar leitura em voz alta para os meus alunos apenas quando eles me pediam. Eu via nos olhos deles a empolgação de saber que iam ouvir histórias, mas ao terminar sempre vinham as perguntas como: quem é o personagem principal do texto? Onde viviam? Quantos personagens tinham o texto? Qual o nome dos personagens do texto? Qual a moral da historia?
Em 2008 foi proporcionado a nós, professoras de 1º e 2º ano, o curso de formação continuada “Além das Letras”, com o conteúdo de Leitura em voz alta pelo professor adquirimos muitos conhecimentos em relação à importância de realizar a leitura feita em voz alta, e através de muitos estudos e tematização da prática do conteúdo percebi o tamanho da responsabilidade do meu papel como educadora na formação de futuros leitores.
Pude perceber que, ao realizar a leitura diariamente, houve mudanças no comportamento dos meus alunos, eles passaram a apreciar com mais intensidade a leitura. Todos os dias querem ouvir histórias.
No decorrer dos dias, quando meus alunos pedem para ler, também presencio neles o mesmo comportamento que eu realizo, o nome do autor, do ilustrador, o porque da escolha do livro a postura ao realizar a leitura e até o tipo de entonação de voz, sem contar o interesse que eles têm em ler corretamente.
Os meus pequenos de 7 e 8 anos dependem de mim como modelo, para que possam subir os degraus do conhecimento, sem dificuldades e assim tornarem leitores e mudar a realidade da estatística alunos que não gostam de ler.

“Daqui a cem anos, não importará que roupas vesti, que carro andei, quanto eu tinha depositado no banco, mas o mundo pode ser um pouco melhor porque eu fiz a diferença na vida de uma criança.” (Clarice Lispector)

Encontrão com os professores e coordenadores de 1º e 2º ano.

Reflexão sobre as modalidades organizativas do tempo didático

No início do ano os professores de 1º e 2º ano das Escolas Municipais assumiram um grande desafio, se propuseram a reorganização do tempo didático, tendo como principal objetivo organizar seu tempo didático a partir das modalidades organizativas do tempo didático conforme explica Delia Lerner no livro Ler e Escrever na Escola: o Real, o Possível e o Necessário:
Projetos didáticos: Além de oferecer, como já assinalamos, contextos nos quais a leitura ganha sentido e aparece como uma atividade complexa cujos diversos aspectos se articulam ao se orientar para a realização de um propósito – permitem uma organização muito flexível do tempo: segundo o objetivo que se persiga, um projeto pode ocupar somente uns dias, ou se desenvolver ao longo de vários meses. Os projetos de longa duração proporcionam a oportunidade de compartilhar com os alunos o planejamento da tarefa e sua distribuição no tempo: uma vez fixada a data em que o produto final deve estar elaborado, é possível discutir um cronograma retroativo e definir as etapas que será necessário percorrer, as responsabilidades que cada grupo deverá assumir e as datas que deverão ser respeitadas para se alcançar o combinado no prazo previsto. Por outro lado, a sucessão de projetos diferentes – em cada ano letivo e, em geral, no curso da escolaridade – torna possível voltar a trabalhar sobre a leitura de diferentes pontos de vista, para cumprir diferentes propósitos e em relação a diferentes tipos de texto.






Sequência Didática: As sequências de atividades estão direcionadas para se ler com as crianças diferentes exemplares de um mesmo gênero ou subgênero (poemas, contos de aventura, contos fantásticos...), diferentes obras de um mesmo autor ou diferentes textos sobre um mesmo tema. Ao contrário dos projetos, que se orientam para a elaboração de um produto tangível, as sequências incluem situações de leitura cujo único propósito explícito – compartilhado com as crianças – é ler.



Atividades permanentes: Atividades que se reiteram de forma sistemática e previsível uma vez por semana ou por quinzena, durante vários meses ou ao longo de todo o ano escolar, oferecem a oportunidade de interagir intensamente com um gênero determinado em cada ano da escolaridade e são particularmente apropriadas para comunicar certos aspectos do comportamento leitor. (...) As atividades habituais (ou permanentes) também são adequadas para cumprir outro objetivo didático: o de favorecer a aproximação das crianças a textos que não abordariam por si mesmas por causa da sua extensão. Ler cada semana um capítulo de um romance é uma atividade que costuma ser frutífera nesse sentido. A leitura é compartilhada: a professora e os alunos lêem alternadamente em voz alta; escolhe-se um romance de aventuras ou de suspense que possa captar o interesse das crianças e se interrompe a leitura em pontos estratégicos, para criar expectativa.



Na expectativa de compartilhar as experiências desenvolvidas nas escolas através das modalidades organizativas do tempo didático é que propusemos aos coordenadores e professores que atuam nas turmas de 1º e 2º ano um encontrão de dois dias para que juntos pudessemos analisar os caminhos percorridos até aogra e se necessário for promover novos encaminhamentos para qualificação do tempo didático.
O primeiro dia foi para as apresentações e reflexões sobre as modalidades organizativas.
No segundo dia propusemos ao grupo análises sobre sequência didática, uma das modalidades que o grupo apresentava mais dificuldades de entender e elaborar. Ao final do encontro cada grupo de professores elaboraram suas sequências didáticas que em breve diponibilizaremos no blog.

sábado, 14 de agosto de 2010

ENCONTRO COM OS PROFESSORES E COORDENADORES DE 1° E 2° ANO

É preciso não perder tempo, não deixar para os anos seguintes o que devemos assegurar desde a entrada das crianças, aos seis anos na escola.

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domingo, 8 de agosto de 2010

FORMAÇÃO PERMANENTES NAS ESCOLAS

Os coordenadores pedagógicos desenvolvem formações do Programa Além das Letras com seus professores 8h por mês. Essa formação traz um regaste a figura do coordenador como formador dentro dos espaços escolares. Ele como formador de professores deve suscitar situações que levem ao desenvolvimento de atitudes reflexivas sobre o trabalho do professor e sobre seu próprio trabalho quanto formador, apoiando e subsidiando o professor num processo cooperativo e de parceria.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Visitas de Supervisão

Nossa formação profissional deve possibilitar que estajamos preparados para enfrentar os desafios que nos são colocados, e principalmente, para sabermos discernir entre o que é de nossa competência e aquilo que não é.
Com as visitas de supervião nas escolas, podemos dizer que parte dos desafios já estão sendo enfrentados.
Chegamos a conclusão que as visitas tem contribuído para obtenção de novos conhecimentos tanto para formador quanto ao coordenador, ela tem proporcionado novas descobertas e através dela, cada vez mais, desenvolvemos nossas capacidades para analisar as práticas e intervir por meio de nossas ações e de nosso trabalho.





Formadora Local - Sandra da Silva Duarte e Coordenadora Natalina



Formadora Local- Claudiene D. da Silva e Coordenadora Meire Débora e Vice-diretora Rosimeire

domingo, 11 de julho de 2010

Modelo de rotina da Escola Arco-Íris

1ª Semana

2ª Feira

1ª Atividade - Leitura feita pelo professor
2ª Atividade - Projeto Didático – Cantiga de roda. Conversa inicial sobre de cantiga de roda. Levantamento de cantigas populares que a turma conhece
3ª Atividade - Hora da novidade
4ª Atividade - Escovação
5ª Atividade - Atividades de outras áreas

3ª Feira

1ª Atividade - Leitura feita pelo professor
2ª Atividade - Sequência didática – Nomes próprios : Leitura e escrita de listas de nomes dos alunos da turma
3ª Atividade - Roda de conversa
4ª Atividade - Escovação
5ª Atividade - Leitura e escrita de lição de casa

4ª Feira

1ª Atividade - Leitura feita pelo professor
2ª Atividade - Sequência didática: Nomes próprios: Listar nomes dos colegas
3ª Atividade - Roda de conversa
4ª Atividade - Escovação
5ª Atividade - Leitura e escrita de lição de casa


5ª Feira

1ª Atividade - Leitura feita pelo professor
2ª Atividade - Projeto Didático –Cantigas de roda cantar com os alunos cantigas de roda
3ª Atividade - Atividades de outras áreas
4ª Atividade - Escovação
5ª Atividade - Leitura e escrita de lição de casa

6ª Feira

1ª Atividade - Leitura feita pelo professor
2ª Atividade - Sequência didática –Nomes próprios
Leitura e escrita de nome Próprio com a utilização do alfabeto móvel
3ª Atividade - Roda de conversa
4ª Atividade - Escovação
5ª Atividade - Atividades de outras áreas


2ª Semana

2ª Feira

1ª Atividade - Leitura feita pelo professor
2ª Atividade - Projeto Didático – Cantiga de roda. Cantar e Reescrita coletiva
3ª Atividade - Hora da novidade
4ª Atividade - Escovação
5ª Atividade - Atividades de outras áreas

3ª Feira

1ª Atividade - Leitura feita pelo professor
2ª Atividade - Sequência didática: Nomes Próprios; Atividades em grupo com bingo de nomes próprios utilizando o alfabeto
3ª Atividade - Roda de conversa
4ª Atividade - Escovação
5ª Atividade - Leitura e escrita de lição de casa

4ª Feira

1ª Atividade - Leitura feita pelo professor
2ª Atividade - Sequência didática: Nomes próprios: Listar nomes dos colegas
3ª Atividade - Roda de conversa
4ª Atividade - Escovação
5ª Atividade - Leitura e escrita de lição de casa


5ª Feira

1ª Atividade - Leitura feita pelo professor
2ª Atividade - Revisar a reescrita coletiva da cantiga de roda
3ª Atividade - Atividades de outras áreas
4ª Atividade - Escovação
5ª Atividade - Leitura e escrita de lição de casa

6ª Feira

1ª Atividade - Leitura feita pelo professor
2ª Atividade - Sequência didática: Nomes prórpios;
Brincadeira com nome próprio.
3ª Atividade - Roda de conversa
4ª Atividade - Escovação
5ª Atividade - Atividades de outras áreas

sábado, 29 de maio de 2010

ALÉM DAS LETRAS, UM CURSO DE FORMAÇÃO CONTINUADA QUE VALE A PENA PARTICIPAR.

Coordenador Vicente Paulo de Souza
Escolas Multisseriadas

A educação no município de Ariquemes vem se destacando nos cursos de formação continuada para os professores municipais, entre tantos, o Programa de formação Além das Letras apresenta uma novidade por trabalhar com o coordenadores pedagógicos, incumbindo-os de trabalhar essa formação com os professores do 1º e 2º anos nas suas respectivas escolas. Vale destacar que o trabalho das formadoras Claudiene e Sandra tem sortido efeito positivo nas escolas. Sabe-se que é função dos coordenadores trabalhar a formação dos professores, nesse contexto, ressalta a importância que o curso proporciona para dar um salto de qualidade na educação.
Na primeira etapa do curso trabalhou-se a leitura em voz alta feita pelo professor e a forma de abordá-la em sala de aula, propondo diferentes estratégias de trabalho e valorizando a postura de professor leitor. O objetivo maior dessa proposta é atingir o aluno, dando lhes condições didáticas para adquirir também postura de leitores. O trabalho nessa primeira etapa do curso teve um o significado positivo, ao analisar as tematizações das práticas dos professores e os depoimentos dos coordenadores pedagógicos percebem-se o salto de qualidade que o curso propôs aos profissionais da educação no município.
Na segunda e atual etapa do curso trabalha-se além da leitura em voz alta feita pelo professor a produção de texto. As estratégias de trabalho propostas pelas formadoras para a produção de texto trazem muitas inovações e estão correspondendo as expectativas dos professores e coordenadores pedagógicos. As estratégias de trabalho com produções de textos são atuais, as condições didáticas abordadas para trabalhar com produções estão dando uma nova postura aos educadores, rompendo com a tradicional estratégia usada há muitos anos.
Estou orgulhoso em participar dessa formação, apesar de ter muitos anos no oficio no magistério confesso que o curso muito contribuiu para a minha formação, é como diz o ditado popular “nunca é tarde para aprender”.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

COORDENADOR COMO FORMADOR - Nivalda Pereira da Silva

Escola Dr. Dirceu de Almeida

Iniciei o trabalho como Coordenadora em abril de dois mil e nove, já conhecia os objetivos do Programa Além das Letras, pois atuava em uma turma 2º ano das séries iniciais, quando me vi no papel de formadora é que percebi como era grandioso e importante este trabalho.
No início não foi muito fácil, nos encontros durante as reflexões as professoras demonstravam insegurança, se realmente conseguiríamos atingir os objetivos propostos, achavam que fazer a leitura em voz alta sem uma cobrança de conteúdos em seguida, era perder tempo , ficando claro, que a leitura em voz alta não era considerada até então como conteúdo por alguns professores.
A medida que refletíamos através da tematização da prática percebemos juntos a importância da leitura em voz alta, foi então que começaram as mudanças de conceitos sobre a leitura, os professores passaram a realizar atividades permanentes de leitura em voz alta diariamente em sala, visitas a biblioteca semanalmente, hora da leitura em ambientes extra classe, muitos objetivos foram alcançados: comportamentos leitores dos alunos, professores e coordenadora, visitas mais frequentes a biblioteca da escola.
Hoje, podemos dizer que houve muitos avanços, mas temos o desafio de melhorar as nossas práticas de produção de textos, a partir das reflexões, tematização da prática e os encontros de formação através da problematização já percebemos que se faz necessário haver mudanças.
Acredito que elas já estão acontecendo gradativamente e que é possível melhorar cada dia.

Leitura em voz alta- Coordenadora Leticia Pereira Gonçalves

Escola Professor Levi Alves de Freitas

Sabemos que nossa cultura valoriza pouco a leitura por prazer, pelo conhecimento que ela nos traz e pela amplitude de visão de mundo que ela propicia ao leitor. Muitas vezes foi vista na escola como uma atividade necessária apenas como objeto de ensino didático e seu propósito era unicamente ensinar a ler.
Através dos encontros de formação Além das Letras, pudemos rememorar e melhorar algumas práticas de leitura em sala de aula. A leitura sendo uma atividade tão importante no meio social, deve aparecer desde o inicio escolar como atividade permanente e diária feita pelo professor. Para que a criança em inicio escolar desenvolva verdadeiro comportamento leitor é necessário um contato direto com diversos gêneros textuais através da leitura em voz alta feita pelo professor.
Nos encontros de formação que acontecem na escola os professores puderam estudar e colocar em prática, qual postura devem tomar diante dos alunos ao realizar a leitura em voz alta, tais como:
• O planejamento com antecedência para que ao ler o professor apresente todo o contexto que envolve o ato de ler;
• Ler em voz alta e clara com entonação e ênfase, fazendo pausas intencionais. Expondo diante dos alunos seu próprio comportamento leitor, interessado, surpreso, emocionado e divertido.
• Anunciar a leitura a ser feita e mostrar porque a escolheu, por que é uma leitura atrativa e interessante, onde e como encontrou, se é um livro mostra a capa e lê os dados sobre o autor , o título, a editora e o ilustrador. Assim o aluno vai se apropriando de tudo o que envolve o ato de ler e terá facilidade e segurança ao fazer suas próprias escolhas.
Esta prática contribui para aguçar a curiosidade dos alunos e permite que a vontade de ler seja contagiante. Exercendo a leitura em voz alta com entusiasmo, somente pelo prazer, sem cobranças posteriores, os professores se tornam modelos, envolvendo os alunos de tal maneira que eles também querem ler.
Em nossa escola este exercício contribuiu muito para o desenvolvimento da leitura dos nossos alunos e a procura de livros de diversos gêneros na biblioteca se multiplicou.

sábado, 22 de maio de 2010

Formação Continuada

Organização do tempo didático

No início do ano realizamos dois dias de formação para os professores alfabetizadores e coordenadores das escolas municipais.
Os Encontros tinham dois objetivos:
1. Refletir sobre distribuição dos gêneros textuais no planejamento escolar de forma que sejam contemplados nas modalidades organizativas do tempo didático;
2. Elaborar uma proposta curricular que contemple as modalidades organizativas do tempo didático;
Os dois dias permitiram muitas reflexões e aprendizagens sobre uma nova proposta, o grupo demonstrou muito comprometimento nas formações tanto pela participação quanto pelo cumprimento e a execução das tarefas.
Depois da elaboração das propostas as escolas tinham outro desafio, os professores se reunirem para a elaboração dos quadros de rotina contemplando as atividades permanentes, sequência didática, projeto didático e atividades ocasionais.
Como formadoras além de acompanhar os alfabetizadores e coordenadores na elaboração das propostas também orientamos o grupo na elaboração dos quadros de rotina em suas escolas através das visitas de supervisão.
A elaboração do quadro de rotina que contempla as modalidades organizativas foi um grande desafio para o grupo, mas o bom nesse processo é que todos puderam analisar como de fato os conteúdos seriam inseridos nas modalidades.
Também é importante mencionar que não impomos nada e sim levamos o grupo a reflexão que a melhor forma de organizar os conteúdos é distribuir nas modalidades organizativas e que essa organização desperta no aluno o interesse pelo ato de ler e escrever.



Depoimento de Nelcilene Vaz

Refletir sobre a prática tanto de coordenador quanto do professor não é algo fácil.Mesmo com as dificuldades quanto formadora dentro da escola, percebo que já avançamos em alguns aspectos neste ano de 2010, consegui envolver duas professoras que eram resistentes a realizar a leitura em voz alta, hoje, vejo que a leitura em voz alta é feita diariamente na minha escola e já faz parte da rotina dos professores, e digo que fruto dessa conquista deu-se pelo desenvolvimento das tematizações das práticas que tivemos o ano passado e também pelos encontros de formação no início do ano sobre as modalidades organizativas.

Relato da Coordenadora Meire Débora

Nossa rotina
Escola Chapeuzinho Vermelho


Os esstudos nas formações do Programa Além das Letras nos levou a perceber a necessidade de organizar nosso tempo didático dentro da sala de aula.
Para chegar a elaboração do quadro de rotina passamos por vários processos:
1º passo foi verificar o que deveria ser garantido na rotina. Para os momentos serem mais produtivos incluímos as modalidades organizativas: atividades permanentes como a leitura em voz alta, a roda de texto, mala viajante, roda da biblioteca, hora da brincadeira etc., Seqüência didática como: conto, reconto reescrita revisão textual etc. e Projetos didáticos tais como: história em quadrinho , contos e correspondências. No início o grupo teve muitas dúvidas e inseguranças, mas conseguiram elaborar, hoje, todos têm seu quadro de rotina exposto em um cartaz na sala de aula para ficar visível aos alunos quais atividades terão em cada dia.
2º passo foi apresentar aos pais o quadro de rotina de cada turma, a fim de esclarecer aos pais quais atividades que o professor realiza na sala para desenvolver comportamento leitor e escritor.
3º passo foi planejar as atividades propostas no quadro - planejamento diário - de acordo com a proposta curricular que elaboramos. Encontramos diversos obstáculos, algumas vezes os professores pensavam que não ia dar certo, outros não tinham segurança sobre o novo modelo de ensino. Quando percebemos essa dificuldade voltamos a estudar alguns pontos importantes durante a formação que acontece na escola e compartilhamos experiências de outros municípios através de vídeos e aos poucos estamos interiorizando essa nova proposta.
Hoje, podemos dizer que conseguimos garantir a rotina na escola dentre elas destacam atividades permanentes de leitura em voz alta feita pelo professor, à roda de texto, a sequência didática a qual o grupo ainda tem algumas dúvidas e o projeto didático.
Como coordenadora percebo que houve avanços dentro desta proposta, porém estes estão acontecendo gradativamente, percebo que já temos resultados, pois as crianças se adaptaram muito rápido com a rotina e já desenvolvem melhor a leitura e a escrita.