quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

PROJETO - ESCOLA MULTISSERIADA


Estrada que vai para Escola Florestan Fernandes


OBJETIVO GERAL
Desenvolver nos educandos postura e comportamentos de leitor e escritor, considerando as funções comunicativas dos gêneros textuais: contos, fábulas e poesias, bem como, os elementos essenciais que estruturam esses tipos de gêneros.

Objetivos Específicos:
• Realizar levantamento diagnóstico para saber o que os alunos já dominam sobre contos, fábulas e poesias;
• Distribuir responsabilidade e compromisso a todos envolvidos no projeto;
• Selecionar portadores de textos que contemplem os gêneros: fábulas, contos e poesias;
• Planejar momentos de leituras juntamente com os alunos, contemplando os gêneros: contos, fábulas e poesias;
• Ler, citar e declamar poesias;
• Buscar parcerias com a comunidade para resgatar contos tradicionais e fábulas;
• Problematizar situações ditadas pelos alunos em textos coletivos, enfatizando a textualização;
• Produzir textos orais e escritos enfatizando os gêneros citados;
• Enfatizar nos educandos a postura e comportamentos de leitor e escritor;
• Produzir textos, individuais, em duplas e coletivos;
• Revisar os textos, considerando a função comunicativa, os elementos de estrutura de cada gênero, as questões gramaticais e ortográficas e aguçar o comportamento de escritor nos educandos;
• Produzir um livro coletivo portador de três gêneros fábulas, contos e poesias.



PÚBLICO ALVO 42 Alunos dos anos iniciais do Ensino Fundamental de três classes Multisseriadas localizadas na área rural do município de Ariquemes – RO
JUSTIFICATIVA

Esse projeto pedagógico intitulado “Ler para Produzir” na forma pela qual está sendo concebido, pretende ser implementado nas classes Multisseriadas rurais: Florestan Fernandes, Nova Vida e Sílvio Rodrigues. Tem como objetivo principal desenvolver nos educandos postura e comportamentos de leitores e escritores, considerando as funções comunicativas dos gêneros textuais: contos, fábulas e poesias, bem como, os elementos essenciais que estruturam e caracterizam esses tipos de gêneros.
Sabe-se que uma das grandes dificuldades que os educadores encontram na atualidade está relacionado a produção de texto, nesse contexto, a escola como instituição responsável em proporcionar, organizar e sistematizar a produção dos saberes precisa implantar metodologias inovadoras, concedendo aos educandos o direito de aprender a aprender, introduzindo-os no mundo das práticas sociais da leitura e escrita. De acordo com (KATIA LOMBA) “Qualquer manifestação verbal organiza-se, inevitavelmente, em algum gênero do discurso, de uma conversa de bar a uma tese de doutorado, que tenha sido produzida em linguagem oral ou linguagem escrita”. Nesse sentido vale ressaltar a relevância de planejar ações educativas que desenvolvam nos educandos a capacidade de apropriar-se das práticas sociais de leitura e escrita.
Partindo do pressuposto que para aprender é necessário que o aprendiz interaja com o objeto de estudo, com esse projeto pretende-se alicerçar em condições didáticas, material de apoio, e metodologia inovadora para essa interação. O aluno como sujeito da sua própria aprendizagem precisa crescer na perspectiva que se escreve com funções distintas, conhecer a função comunicativa que cada gênero traz considera-se de grande relevância para o aprendiz escritor e é nesse contexto que esse projeto busca estabelecer seus objetivos.
Sabe-se que nas práticas tradicionais de produção de textos a escola muda esse entendimento como aponta (VAL, 2005 p. 55). “...na escola, inverte-se essa lógica: o aluno não escreve para ser lido, mas para ser corrigido. A lógica escolar elimina, desse modo, a atitude responsiva ativa, pois o aluno sabe de antemão que nada ou muito pouco pode esperar como resposta afetiva ao que produz.” Nesse contexto ressalta-se a necessidade de resgatar a verdadeira função da escrita, que é a comunicativa, de forma alguma questiona-se a aqui necessidade de revisar os textos produzidos na escola pelos alunos, mas pelo contrário, essa deverá ser feita mas não como objetivo principal.
A reflexão feita por Val ( 2005, p.54) vem ao encontro do que se pretende nesse projeto:
Pensar no ensino de produção de texto requer pensar, em primeiro lugar, que um texto produzido por um aprendiz manifesta-se como produto de um sujeito que, a seu modo, através das diversas possibilidades e formas de linguagem, busca estabelecer um determinado tipo de relação com o seu interlocutor.

De acordo com essa citação entende-se que a função principal da produção dos textos na escola, a que deve ser mais evidenciada, é a função comunicativa, ou melhor, que essa deve ter um olhar diferenciado, as questões ortográficas gramaticais deverão existir, mas não como o objetivo principal. Diante do supracitado justifica-se a relevância da implementação desse projeto.


ETAPAS DE DESENVOLVIMENTO

1ª ETAPA: Realização de uma conversa informal com os alunos para levantamento dos conhecimentos prévios que eles têm sobre os gêneros: contos, fábulas e poesias. Nesse diagnóstico cada professora deverá observar, se possível, fazer anotações sobre os conhecimentos que caracterizam cada gênero que os alunos já possuem. Será relevante as anotações, pois elas ajudarão as professoras a planejarem suas ações. Ainda nessa etapa as professoras deverão compartilhar com os alunos o que se pretende realizar, falar do projeto, incentivá-los a assumir responsabilidades e compromisso com a atividade. Traçar metas para a realização.

2º ETAPA: Nessa etapa contempla a seleção dos portadores dos gêneros textuais: contos, lendas e fábulas, poderão ser feito empréstimo de outras escolas, até mesmo da biblioteca municipal, da biblioteca da escola Mafalda Rodrigues e das escolas que estão inseridas no projeto.

3ª ETAPA: Nessa etapa desenvolverá leituras dos gêneros citados acima. As professoras criarão várias estratégias de leituras tais como: roda de leitura, leitura individual, leitura coletiva, leitura em dupla, leitura para recitar, (no caso poesias), Leitura inicial em voz alta. Poderão também contar com a ajuda da comunidade pesquisando pessoas da comunidade que saiba de algum conto e levá-los até a escola para contar aos alunos. Nessa atividade as professoras não poderão perder o foco do projeto que seria evidenciar os elementos textuais que caracterizam os gêneros,

4ª ETAPA: Nesse momento as professoras poderão iniciar o trabalho de produção de textos. Uma boa estratégia seria trabalhar a reescrita coletiva, com objetivo de aprimorar o comportamento de escritor as características de cada gênero, a textualização, a revisão, em fim todo o procedimento que deverá ser tomado na produção textual. Poderá ser trabalhada a produção individual, coletiva e em duplas. Os alunos nessa etapa já conhecem o projeto, já sabem para quem estão produzindo, sabe o objetivo do projeto. Nessa etapa a professora deve cobrar responsabilidade, capricho, comportamento de escritor, pois os textos serão colecionados e selecionados para produzir o livro.

5ª ETAPA: Nessa etapa será realizada uma nova revisão dos textos, poderá ser usada estratégias variadas, leituras para todos ouvirem, mas com um ouvir crítico, troca de textos para fazer leituras, divulgação dos textos. As professoras poderão orientar os alunos, questionando os elementos coesivos, a textualização a ortografia e outros.

6ª ETAPA: Nessa etapa será a produção do livro, discutir a forma que será organizado, o modelo da capa, a dedicatória, a forma de apresentá-lo etc.

AVALIAÇÃO

A avaliação do projeto será feita durante o processo, acompanhando as etapas de implementação. No final do projeto professoras e coordenação pedagógica reunirão para fazer a avaliação final, destacando as potencialidades e fragilidades do projeto.
Texto produzido pelas crianças de 4° Ano


Livros, revistas, comunidade, papel, caneta, quadro ,giz, lápis de cor, borracha.

REFERENCIAL
Val, Maria das Graças Costa. Reflexões sobre prática escolares de produção de textos – o sujeito-autor / organizado por Maria das Graças Costa Val e Gladys Rocha. Belo Horizonte: Autentica/CEALE/FaF/UFMG, 2005.

9 comentários:

Anônimo disse...

As escolas multisseriadas estão dando exemplo de superação.Parabéns a todos.

Anônimo disse...

Admiro o trabalho dos educadores das multisseriadas,através deles tenho uma visão de que a educação é possível, independente das condições.

Welliton e Deilane disse...

Oi gente, esse ano estou tendo minha primeira experiência profissional. Sou professor de multisseriado do 1º e 2º ano. Encontro em sala de aula algumas dificuldades, mas inspirado em artigos como este, sei que posso dar o melhor de mim e alcançar meus objetivos.

Nilson Melo disse...

Sou professor este ano de 22 alunos nas séries iniciais do ensino fundamental. Sei que através dessas iniciativas conseguimos educar nossos alunos de maneira significativa. Esse projeto é excelente. Com certeza, se agirmos assim, teremos na sociedade indivíduos que fazem a diferença de forma positiva. Não apenas pessoas acomodadas...

Nilson Melo disse...

Ensinar em salas multisseriadas é um grande privilégio!

Anônimo disse...

Esse trabalho deve ter sido muito produtivo.

Parabéns

Tamara Souza disse...

Ensinei a multisseriada em 2013, tive dificuldades mas foi uma experiência muito gratificante e, hoje sou coordenadora da mesma, e com a experiência que tive pretendo torna uma ótima coordenadora e que eu possa ajudar os novos docentes a fazer um bom trabalho.

BJSS GORDINHO disse...

Esse ano vou trabalhar com 13 estudantes das salas de 1°,2°e 3° ano multisseriados ! Gostaria de algumas práticas pedagógicas e alguns projetos e planos e sequências didáticas ! Pois acredito que a educação também é parceria se alguém pó desde colaborar comigo ficarei muito grato ! Esse é meu imal www.bernnardosouza@gmail.com! Serei muito grato compartilhar das suas experiências e darei lhe os créditos !! Um grande abraço a todos !

BJSS GORDINHO disse...

Parabéns professora