segunda-feira, 9 de abril de 2012

 PAUTA ELABORA PELA COORDENADORA ELIANE TEIXEIRA


PROGRAMA DE FORMAÇÃO ALÉM DAS LETRAS
Leitura e escrita pelo aluno
1ª PAUTA – 2012



Escola Ireno Antônio Berticelli
Data:
Formadoras: Eliane de Araújo Teixeira e Judite Brasilina Público alvo: professores de 1 º e 2 º Ano


Objetivo do encontro

Ø  Retomar as discussões sobre o conteúdo leitura e escrita pelo aluno discutido no ano de 2011 de modo a pontuar conquistas evidenciadas e dificuldades que ainda permanecem no grupo.
Ø  Tematizar a prática de uma professora da escola realizando um diagnóstico de hipótese de escrita de modo a observar quais pontos relevantes na sua ação e quais investirem.
Ø  Apresentar o calendário das formações de modo a falar sobre a organização da formação do Programa Além das Letras na escola bem como fazer alguns combinados quanto ao desenvolvimento das formações dentro da escola.


Conteúdo do encontro

Leitura e escrita pelo aluno

Encaminhamentos

Ø  Pedir autorização da professora para exibir o vídeo dela na formação.
Ø  Estudar a pauta e os demais materiais que fará parte dessas discussões para aprofundar os conhecimentos.
Ø  Imprimir os materiais para a formação.
Ø  Pedir para que as professoras levem para a formação um registro das aprendizagens evidenciadas no ano anterior sobre o conteúdo leitura e escrita pelo aluno.


Abertura (30min)

1.     Compartilhar a pauta.
2.     Leitura em voz alta feita pela coordenadora Eliane Fazer à leitura da crônica de Clarisse Lispector A descoberta do mundo. Antes de a leitura apresentar o gênero falar um pouco da autora, depois deixar que o grupo comente sobre o texto.
3.     Agenda cultural. Indicar livros revistas, blogs, filmes e eventos culturais.
Dicas da formadora.
Ø  Revista nova escola alfabetização, mês de abril, já nas bancas.
Ø  Livro. NICOLAU, José Gregori Filho. Literatura Infantil múltiplas linguagens na formação de leitores. São Paulo, Editora Melhoramentos 2009
Ø  NASPOLINI, Ana Tereza; Tijolo por Tijolo. Prática de Ensino de Língua Portuguesa; São Paulo 2009.

Proposta 1 (1h 30 min) - Retomada do encontro anterior
Pretendemos nesse momento retomar o conteúdo refletido o ano passado. Quanto aos avanços parte os professores já apresentam na sua prática melhorias já outra parte ainda precisamos voltar um pouco o conteúdo algo que faremos no momento de estudos, encontros e planejamentos. Abaixo um pouco do que esperamos na conversa.

1.     Solicitar que em dupla as professoras preencham o quadro abaixo.
Questão: Pensando no conteúdo leitura e escrita pelo aluno discutido o ano passado quais são os avanços e dificuldades que ainda permanecem?


AVANÇOS DA FORMAÇÃO


DIFICULDADES QUE AINDAPERMANECEM?


Ø  Aprendemos sobre a importância do planejamento do diagnostico par sua realização.
Ø   Escolha do grupo semântico com palavras polissílabas, trissílabas, dissílabas e monossílabas. Não conter palavras ambíguas
Ø  Iniciar ditando do maior para o menor, fazer intervenções planejadas solicitando a leitura deixar que o aluno marque com o dedo.


Ø  Planejar projetos e sequência didática em que as atividades atendam todos os alunos em diferentes hipóteses.
Ø  Agrupar os alunos de modo que possa haver trocas de conhecimentos.
Ø  Escolha de outros grupos semânticos, pois ainda permanece somente o de frutas e de animais. Também há professores que começam a lista de palavras com um grupo semântico e nas ultimas palavras escolhem umas que não pertencem ao grupo semântico supostamente determinado.
Ø  Colocar em prática o conhecimento teórico.
Ø  Estudos e pesquisas, fazer leitura de textos e livros teóricos como suporte a prática.


Ø  Fazer a socialização com o grupo e sistematizar a importância do planejamento desse diagnóstico (grupo semântico, ordem das palavras) e de fazer as intervenções solicitando a leitura após a escrita de cada palavra para saber o que o aluno sabe e o que ele  precisa saber sobre o sistema de escrita. Após fazer a socialização sobre os desafios que permanecem pontuar a importância do professor está conhecendo a psicogênese da língua escrita, pois o suporte teórico auxilia o professor no momento realização do diagnóstico, escolher atividades adequadas e fazer os agrupamentos produtivos em sala. Ainda durante a socialização perguntar se há algo mais a acrescentar no quadro e completar o quadro se precisar. Como formadoras ficaremos atentas ao que precisamos investir e à medida que for acontecendo os encontros vamos incluindo na pauta os conteúdos que possa a torna os investimentos em avanços.


2.     Ainda com intenção de relembrar o conteúdo discutido em 2011, iremos propor a atividade proposta no quadro que por meio da orientação as professoras irão refletir por que e para que serve algumas orientações. Pensamos que essa atividade dará uma oportunidade de voltar ao conteúdo e também ajudará na compreensão dos que ainda apresentam dificuldades, assim solicitaremos que em dupla as professoras façam a leitura do texto Porque que e como saber o que sabem os Alunos” PROFA  (Anexo 1). Em seguida preencher o quadro sobre as  condições necessária para o diagnóstico.
3.     Depois socializar. Durante o diálogo acrescentar o que não surgir na conversa e formar um quadro coletivo para visualizar porque e para que serve cada orientação.


Orientações
Por que/para que?
1.     A atividade deve ser realizada individualmente.

  1. Lista de 4 palavras: poli, tri, di e monossílabas e que as sílabas das palavras contíguas não se repita as mesmas vogais.

  1. Palavras em ordem decrescente em relação ao número de sílabas.














  1. Ditar sem forçar a silabação das palavras.


  1. Solicitar a leitura da criança.


  1. Não corrigir.
1.     Conhecer o que cada aluno já sabe e o que não sabe sobre o sistema de escrita.
  1. As duas exigências para que algo esteja escrito: quantidade mínima de letras e variedade de letras. O item 3 completa essa justificativa

  1. Se a lista não for decrescente em relação a extensão das palavras, corremos o risco de perturbar a criança a ponto dela não se propor a fazer a sondagem já que logo de início, ditando uma palavra monossílaba, criamos um impasse – já que ela acredita que palavras com poucas letras não são legíveis - que no momento ela não tem como resolver. Nessa ordem também descobrimos a quantidade mínima que a criança aceita para que algo esteja escrito.
  2. Ao forçar a silabação o professor procura evitar o erro. Não há necessidade de silabar

  1. Verificar se o aluno ajusta o falado ao escrito. Muitas vezes ao escrever ele não se preocupa com essa relação – fala e escrita – mas no momento em que lê, justificando sua escrita, isso se torna observável para ele. São os casos de alunos que, por exemplo, ao escrever, CAMELO, escrevem assim: RUBNOAI e no momento de ler dizem apontando:
R – p/ ca
U - p/ me
B - p/ lo
É exatamente a leitura que possibilita ao professor afirmar que sua escrita é silábica e não pré-silábica como o arranjo escrito sugere.
  1. O objetivo é saber o que a criança pensa. A situação é diagnóstica.


Proposta 2 (2h) – Análise da prática de uma professora realizando diagnóstico
1.Convidar o grupo para assistir ao vídeo do aluno Lucas 1º Ano B da Professora Flordenice. Analisar o vídeo e as escritas dos alunos Lucas (nossa análise completa no anexo 3). Lembrando que o vídeo já foi autorizado pela professora. Questões norteadoras:

a)A partir do texto lido por vocês e o quadro preenchido o que foi garantido nesse diagnóstico realizado pela professora Flordenice?
No planejamento cuidou  de não colocar palavras com sílabas contíguas, a lista começou do polissílabo, trissílabo, dissílabo e monossílabo porém a professora colocou os monossílabos que não faziam parte do grupo semântico (MÃO e PÉ), na devolutiva a essa professora ela justificou que não tem frutas com uma sílaba, o que não justifica, pois estamos tratando de um grupo semântico poderia ser UVA, pensamos que faltou planejar maior a situação. Percebe-se que houve uma preocupação da professora a cada escrita solicitar a leitura, entendendo que a leitura é tão importante quanto à própria escrita, pois a leitura permite o professor verificar se o aluno estabelece algum tipo de correspondência entre partes do falado e do escrito o que está pensando sobre o que escreve. Na realização do diagnóstico faltou à professora solicitar a frase. Porque será que ela não faz isso? Algo que podemos deduzir que pode está relacionado ao conceito que tem sobre isso, de não compreender como uma rica fonte de informação para estudar os conhecimentos dos alunos.

b)Qual  intervenção a professora fez para que o aluno Lucas refletisse sobre a sua própria escrita ?
Solicitou a leitura após a escrita de cada palavra. Observa-se  que quando o aluno Lucas escreveu a palavra JABUTICABA e a professora pediu que lesse assinalando com o lápis ele repensou sua escrita.

c)Em que hipótese de escrita está Lucas ? Mostrar em slide a escrita de Lucas. (anexo) para elas relembrarem. Qual a importância de saber as hipóteses de escritas das crianças? O aluno Lucas se encontra na hipótese silábico com valor sonoro convencional por que sua escrita atribui exatamente uma letra para cada som emitido. Segue um quadro do que a professora dita e o que o aluno escreve:
PALAVRAS DITADAS PELA PROFESSORA


ESCRITA DE LUCAS

JABUTICABA
OEO- primeira escrita
OEODA - a professora solicitou a leitura da palavra para Lucas, e no momento que marcava percebeu que faltava letras, assim acrescentou mais letras. Essa escrita apresenta uma letra para cada sílaba, mas como é interessante assistir o vídeo pois dá oportunidade de entender como Lucas compreende a escrita. No momento da leitura  em vez de dizer JABUTICABA ele lê JABOTECABA.  Pensamos que um pouco mais de intervenção da professora ele perceberia a troca que fez entre o E e o O.  Mas de qualquer forma há uma preocupação do aluno a atribuir valor sonoro a sua escrita. Na última sílaba ele apresenta a correspondência sonora na escrita.
ACEROLA
ACOS – observa-se que a professora dita duas palavras polissílabas. É bom saber o porquê dessa escolha. Nessa escrita ele apresenta uma qualidade maior, atribuindo sonoridade a 3 silabas.
AMORA
AOL – Também        atribui exatamente uma letra para cada som emitido, a questão do L no lugar da sílaba RA é porque a criança fala AMOLA.
CAJU
KU – nessa escrita tira uma dúvida, pois até o momento ainda aparecia uma dúvida  será que ele esta usando mais letras do nome? Mas quando ele usa essas letras para representar a palavra CAJU demonstra compreender que cada letra representa uma sílaba falada e o que escreve corresponde com o som convencional.
MÃO
OKU –                                                                       
AOKU – Nessas duas escritas apresenta o problema dos monossílabos, por não admitir uma letra para uma palavra acrescenta letras. O problema maior nessas duas palavras não está na escrita de Lucas e sim na escolha dessa palavra que não pertence ao grupo semântico supostamente iniciado.

A sondagem tem função  de ajudar o professor a se situar com relação ao percurso de aprendizagem de cada um de seus alunos por isso o professor deve saber o que dizem as escritas dos alunos buscar compreender o que está por trás de seus registros, seu pensamento, o que a escrita representa para ele, para assim poder planejar adequadamente as atividades e para poder organizar agrupamentos produtivos. Esse não é um instrumento que se possa utilizar só para avaliar, sim para conhecer mais o que os alunos pensam sobre a escrita. Antigamente a  lista era ditada para a classe toda e onde professores tentavam adivinhar o que a criança pensou ao escrever apenas a partir do que está escrito no papel, pode-se afirmar que a maioria dessas interpretações correspondem a invenções, sem qualquer valor diagnóstico  assim buscaremos chamar atenção quanto isso não faz sentido, quanto é importante saber como a criança está pensando.

d)     Como Lucas escreveu a palavra JABUTICABA é possível interpretar que ele esteja na hipótese  S.C.V.S.C? Por quê?  Não é possível dizer que esta Lucas está na hipótese S.C.V.S.C quando se olha para a escrita isolada, por isso importante olhar para conjunto de palavras. Também o que ajuda compreender melhor seu pensamento é o vídeo quando em vez de pronunciar JABUTICABA diz JABOTECABA, apresentando então sonoridade a sua escrita.

e)     A professora marcou uma menos hipótese por quê? Quais os problemas com essa prática? Temos percebido uma espécie de garantia de não cometer algum equívoco, o que pensamos que o que está por trás é a insegurança o que cai na falta de conhecimento sobre as características  das escritas dos alunos. Quando se tem essa prática alguns problemas são visíveis agrupamentos improdutivos e atividades inadequadas. Essa prática é bem comum no grupo então será importante fazer essa reflexão.

f)      Entendendo que o aluno esteja na hipótese silábica com valor sonoro, o que necessário  professora Flordinice fazer após essa sondagem para o aluno Lucas avançar?
Planejar atividades que possa avançar seus conhecimentos e também propor momentos de trocas entre alunos por meio de agrupamento com hipótese próxima. Durante o diálogo vamos perguntar quem arrisca dizer qual tipo de atividade seria  interessante para atender esse objetivo? Colher informações sobre o que eles pensam sobre atividades na alfabetização o que ajudará na próxima pauta. Essa atividade tem como propósito saber o que as professoras pensam sobre os agrupamentos e as dificuldades que tem na organização das atividades. Após a socialização não vou pontuar as dificuldades delas para serem trabalhadas durante as formações, outro investimento que esta sendo fortalecido no grupo é o uso da tematização da prática não só no grupo sim de forma individual. Achamos que será uma atividade que vai gerar bastante discussão, pois vemos que as atividades de agrupamentos não faz parte da metodologia de muitas delas.


Sistematização

Após a socialização sistematizar com o grupo a importância de pensar o diagnóstico como uma ferramenta que auxilia o professor no planejamento pois através da sondagem é possível saber o que sabem os alunos sendo possível a organização de agrupamentos produtivos.

Coffee break  15 min

Proposta 3. (30 min)
Tarefa (1 hora e 30 min) Planejar uma atividade em que o conteúdo seja a reflexão sobre o sistema da língua escrita desenvolver na sala de sala pensando nos alunos pré- silábicos, silábicos e alfabéticos. Depois  fazer um relatório sobre as aprendizagens dos alunos nessa atividade. Justifique se atividade atingiu todos os alunos que estão em diferentes hipóteses. Entregar para coordenadora a fim de ajudar a planejar a pauta de formação do próximo encontro.

Avaliação do encontro

·       Quais as aprendizagens evidenciadas no encontro de hoje. Quais as sugestões para o próximo encontro?



ANEXO 3




quinta-feira, 5 de abril de 2012

PAUTA ELABORADA PELA COORDENADORA FLÁVIA



PAUTA DO 1º ENCONTRO ALÉM DAS LETRAS

Data:
Carga horária:
Conteúdo da Formação: leitura e escrita pelo aluno
Formadoras locais: Claudiene Dias da Silva e Sandra da Silva Duarte
Formadoras da escola: Flavia Roberta Zago e Rosemeire Pereira Torres
Público Alvo: Professores do 1º e 2º ano, orientadora do Ensino Fundamental, professora da sala de recurso e bibliotecária.
"Não serei o poeta de um mundo caduco. Também não cantarei o mundo futuro.Estou preso à vida e olho meus companheiros.Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.Entre eles, considero a enorme realidade.O presente é tão grande, não nos afastemos. Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas”

Carlos Drummond de Andrade

Encaminhamentos
  1. Entregar antecipadamente para as professoras o texto “Por que e como saber o que sabem os alunos retirado do caderno do PROFA” (anexo 1)
  2. Solicitar que tragam antecipadamente um relato por escrito (anexo 2) das aprendizagens evidenciadas em 2011 e os investimentos para 2012 sobre o conteúdo leitura e escrita pelo aluno.
  3. Solicitar para as professoras uma atividade que acreditam ser interessante na alfabetização.
Desejar as boas vindas ao grupo e fazer a leitura da pauta
 Objetivo do encontro
  1.  Relembrar as condições necessárias para a realização de um diagnóstico confiável que leve em consideração a concepção de escrita das crianças; 
  2.  Analisar e refletir sobre os avanços e aprendizagens adquiridas na formação de  2011 e o que precisa investir em 2012 sobre o conteúdo leitura e escrita pelo aluno; 
  3.  Refletir sobre a importância do registro como um instrumento de reflexão sobre a prática em sala de aula. 
  4.  Apresentar a organização do programa Além das letras na escola Chapeuzinho Vermelho.
 Conteúdos do encontro
  1. Leitura e escrita pelo aluno
  2. Registro reflexivo
 Desenvolvimento:
  
1.Leitura em voz alta – Nunca pare de sonhar – Autor - Richard Bach, nasceu nos Estados Unidos da América, em Oak Park, no ano de 1936, desde jovem, sempre teve  em mente escrever um livro que falasse sobre pássaros. Foi assim que nasceu o seu livro mais famoso, Fernão Capelo Gaivota, que ano mais tarde se tornou um filme (1973). Muitos foram os livros de Richard  tais como: “ Ilusões”,  “As aventuras de um Messias Indeciso”. Aviação sempre foi o seu negócio. Foi instrutor de vôo técnico, piloto, tático, dublê e sente enorme prazer ao voar.

2.Agenda cultural – Abrir espaço para a indicação literária, filmes, eventos culturais. Abrir espaço para que elas também compartilhem suas indicações
  1.  Filme: como estrelas na terra, toda criança é especial.  
  2.  Visitar o blog http://alemdasletrasariquemeshotmailcom.blogspot.com/ 
  3.  Indicar o livro Estratégias de Leitura de Isabel Solé que foi enviado pelo MEC para escolas. 
  4.  Exposições e reproduções fotográficas pós impressionismo e as origens da pintura moderna local SESC LER , período 19 março a 02 abril.
Proposta 1 – (1 h 20 minutos) - Retomada dos encontros de 2011


Objetivo desta proposta é propor um momento de reflexão ao grupo de professoras sobre as aprendizagens adquiridas em 2011, favorecendo um intercâmbio entre as professoras que já participavam da formação e as professoras novatas. Para as novatas dará uma ideia de como foi o desenvolvimento do conteúdo em 2011. Também  fazer com que as professoras relembrem quais as condições de realizar um diagnóstico confiável. Penso que a discussão vai gerar em torno:
1.Da compreensão sobre a psicogênese da língua escrita para assim compreender melhor como a criança elabora suas hipóteses de escrita. Também é importante entender que o conhecimento é construindo pelo aprendiz assim como aponta Telma Weisz no texto as contribuições da psicogêneses da língua escrita e algumas reflexões sobre a prática educativa de alfabetização.
2. Que para realizar um diagnóstico de qualidade é preciso estabelecer o grupo semântico, esta lista deve seguir uma ordem, da palavra maior para menor ou seja iniciar do polissílabo, trissílabo, dissílabo, monossílabo e por fim solicitar uma frase após a escrita das palavras, de preferência de uma das palavras propostas da lista.
3. Solicitar a leitura logo após a escrita da palavra, não silaba as palavras. Deixar as crianças colocarem em jogo tudo o que sabem para compreender o que elas não sabem. Enfim, pretendo reafirmar as condições oferecidas e também saber por que são necessárias para que os alunos avancem em sua escrita. Espero que todas professoras participam, caso isso não acontecer vou fazendo algumas perguntas tais como: como era realizado o diagnóstico antes? E agora como tem sido sua pratica? Quais foram os avanços significativos para você em relação a realização do diagóstico? Porque é importante considerar os saberes das crianças ao planejar uma atividade?



 1.Abrir espaço para uma discussão sobre as aprendizagens evidenciadas em 2011. Deixar que as professoras se expressem livremente apontando os avanços significativos e os problemas que precisam de investimentos. As professoras receberam antecipadamente um quadro para expressar as aprendizagens em 2011 e  o que ainda devemos investir. Cada professora irá socializar seus apontamentos e colocar no mural coletivo de um lado os avanços e do outro o que precisamos melhorar.  
2. Em seguida mostrar ao grupo de professoras o caminho que já percorremos e os avanços que já obtivemos conforme o resultado da avaliação final de 2011. Na sequência analisar e refletir o que precisamos investir no ano de 2012. Esse material servirá para estudos e ajudar na elaboração da próxima pauta de formação. O quadro coletivo será da seguinte forma:

Avanços em 2011
Investimentos para 2012






       
Obs. No dia levaremos um cartaz grande (mural) para que os professores coloquem os avanços/investimentos, pois assim teremos de um lado o nosso crescimento como grupo e do outro o que ainda precisamos investir reforçando o quanto temos que trabalhar

3. Depois de compartilhar o quadro coletivo dos avanços e investimentos irei apresentar o quadro que montei sobre o que observei. Durante a exibição vou dar oportunidade para eles acrescentarem o que faltou durante a conversa e formar um quadro único.
4. Em seguida solicitar a leitura do texto “Por que e como saber o que sabem os alunos retirado do caderno do PROFA” (anexo 1) e que em dupla respondam o quadro (anexo 3) justificando suas respostas de como saber o que sabem os alunos. Essa atividade contribuirá para que as professoras possam relembrar um pouco o que foi discutido em 2011.Importante esse momento porque muitas vezes fica automático o como fazer, mas não há essa reflexão para que serve tal atividade. Tendo esse entendimento possibilita o professor fazer um bom planejamento e pensar em boas intervenções. Fazer a socialização e ir apontando e enfatizando o que achar necessário para aprofundar os conhecimentos das professoras.


 Proposta 2 –(1 hora) - análise das atividades na alfabetização 

Objetivo desse momento é fazer uma análise das atividades mais indicadas para cada hipótese levando em consideração as expectativas de aprendizagem para cada criança. Não será dado a devolutiva nesse momento, as discussões aqui servirão como apoio ao planejamento dos próximos encontros.   
  1. Solicitar para as professoras que individualmente  respondam as questões no do quadro abaixo. Ouvir sem fazer a devolutiva e explicar que esse será assunto para próximo encontro. 

ESCOLA: CHAPEUZINHO VERMELHO
PROFESSORA: ________________________
Data_______________
Nome da atividade


Objetivo da atividade

Conteúdo

Conteúdo está relacionado à atividade proposta? Por quê?

O que as crianças aprenderam com essa atividade proposta por você professor?

Em sua opinião como elas estão sendo convidadas a aprender? Por quê?

Pense nas diferentes hipóteses de escritas que estão seus alunos, a atividade apresentou desafio para eles? Por quê? Para qual grupo (hipótese) a atividade foi mais favorável?




Pausa para o intervalo (10minutos) lanche...Uma delícia

Proposta 3 (50 minutos) Registro reflexivo

Inicialmente realizar uma sondagem com o grupo de professoras, para verificar o que elas conhecem sobre registro reflexivo. Objetivo desta proposta é provocar uma reflexão sobre a elaboração de registro que as professoras fazem sobre as habilidades dos alunos. Afinal quero conversar sobre o registro, que ele é um instrumento para organizar, analisar e reavaliar a sua prática. Nem todas as professoras possuem essa prática de registrar e assim dificilmente conseguem reavaliar ou repensar sua prática e hoje o registro é um material que permite aprimorar o trabalho diário.



1.Entregar para as professoras dois registros sendo que um será  um registro apenas relatando o que aconteceu em sala de aula, sem uma analise aprofundada, e outro onde o professor enxerga o registro como instrumento onde reflete sua própria ação, buscando a revisão e a retomada de decisões que possibilitam o replanejamento de ações futuras.Questões norteadoras:
a)Em duplas solicitar que as professoras analisem e pensem na questão: qual dos registros permite  uma análise das aprendizagens dos alunos? Qual testemunha melhor o trabalho desenvolvido pela professora? Por quê?
2.Entregar para as professoras o texto “Escrita profissional: a importância dos registros feitos pelos professores” (anexo 3)para que tenha como subsídios para responder as seguintes questões.

a)  Em que aspecto o registro deixa de ser algo burocrático e passa a ser um instrumento de reflexão pelos professores?
Espera-se que as professoras respondam que deixa de ser burocrático quando o planejamento passa a ser um instrumento reflexivo que permeia o trabalho do professor, e esse o utiliza de forma sistemática para subsidiar a sua prática. Através de replanejamento de ações futuras. O registro é um importante instrumento nas mãos do professor pois permite ele olhar para o que desenvolveu pensar quais as aprendizagens foram adquiridas e quais precisam investir, para tal descrição é preciso antes de tudo saber o que ele quer que seus alunos aprendam, sabendo disso sabe pensar o que lhes faltam por isso ele vai além de uma atividade burocrática de sala de aula, pois os registros permitem o professor construir a memória do processo vivido na sala de aula. Eles propiciam uma visão geral do trabalho desenvolvido, facilitando a constatação das dificuldades e sucessos. Possibilitam, assim, avaliar a aprendizagem dos alunos e a atuação do(a) professor(a). 

b) O que é indispensável na elaboração de um registro reflexivo?

  Registrar de acordo com a realidade vivenciada expondo idéias e reflexões, anotar na hora que aconteceu algo significativo, documentar a forma que a criança falou. 
Em síntese: 
  • Apresentação da situação para que o outro entenda o que o professor desenvolveu. 
  •  Olhar sobre o que desenvolveu tanto do ponto de vista das aprendizagens quanto dos investimentos. O que está por trás desse olhar é o conhecimento sobre o conteúdo em questão. 
  •  Uma sistematização das ideias num todo. 
  • Também  é importante descrever falas das crianças de como ela pensa algum conteúdo e o professor fazer a reflexão sobre esse pensamento. 
Enfim permite o professor também refletir sobre sua prática e se achar necessário repensar sobre o conteúdo  desenvolvido e objetivos.O registro permite uma diversidade de funções e está a serviço de diferentes propósitos: comunicar, documentar, refletir, organizar, rever, aprofundar e historiar. Além disso, o ato de escrever nos obriga a fazer perguntas, levantar possíveis respostas e organizar o que pensamos. Tudo isso nos leva a dar conta de que caminhos devemos seguir, que mudanças devemos fazer, que escolhas não foram felizes e que decisões facilitaram as aprendizagens dos alunos.

Proposta 4 ( 30 minutos) - organização da Formação do Programa Além das Letras

 Objetivo desta situação é conversar com as professoras sobre a organização das formações do Programa Além das Letras. Fazer um combinado com as professoras para que formação ocorra de forma significativa e responsável. Salientar como organizamos as formações, bem como a importância da participação ativa de todas e para o bom andamento é essencial que realizem as tarefas como instrumento que ajudam a repensar a prática em sala de aula. Enfatizar a pontualidade, horário do lanche que não exceda o tempo estimado, conversas paralelas, leituras etc.
AVALIAÇÃO

Quais foram as contribuições do encontro de hoje para sua prática?

TAREFA


  Professoras para gerar discussões pertinentes no nosso próximo encontro, tragam um registro reflexivo, porém segue abaixo sugestões de forma que possa contribuir para ao registro.

Primeiramente escolha uma atividade que atenda as necessidades da turma, leve em consideração a hipótese que o grupo se encontra desenvolva a atividade com a turma e registre suas intervenções, bem como o que as crianças pensaram, anotem tudo não deixem passar nada. Registra tudo! Lembrem-se que o registro é um instrumento de aperfeiçoamento do seu trabalho. Você pode utilizar algumas questões que norteiam o seu registro. Veja algumas: a atividade que planejei atende as todas as crianças? Atividade que planejei atingiu as minhas expectativas? Por quê? Capriche para socializar com o grupo no próximo encontro.




ANEXO 2

 No ano de 2011 nos encontros de formação além das letras estudamos vários conteúdos:  
  •   Avaliação inicial;  
  •   Analise das hipóteses de escritas das crianças; 
  •  Discussão sobre as condições necessárias para a realização de um diagnóstico confiável, que de fato, revele os saberes dos alunos em relação ao sistema de escrita; 
  •  As concepções das crianças a respeito do sistema de escrita; 
  • O que sabem os alunos? 
  • Análise das características das hipóteses de escritas dos alunos; 
  • Construção da leitura e escrita das crianças; 
  • Leitura e escrita pelo aluno na alfabetização; 
  • Análise de planejamentos de atividades na alfabetização inicial;
Construímos coletivamente novas aprendizagens, agora relate quais foram as aprendizagens significativas para você, onde transformaram sua prática em sala de aula. Bem como escreva no verso os investimentos que teremos que fazer em 2012.

ANEXO 3

COMO SABER O QUE SABEM OS ALUNOS




Orientações

Por que/para que?
  1. A atividade deve ser realizada individualmente.


  1. Lista de 4 palavras: poli, tri, di e monossílabas e que as sílabas das palavras contíguas não se repita as mesmas vogais.

  1. Palavras em ordem decrescente em relação ao número de sílabas.














  1. Ditar sem forçar a silabação das palavras.


  1. Solicitar a leitura da criança.


  1. Não corrigir.
  1. Conhecer o que cada aluno já sabe e o que não sabe sobre o sistema de escrita.

  1. As duas exigências para que algo esteja escrito: quantidade mínima de letras e variedade de letras. O item 3 completa essa justificativa

  1. Se a lista não for  decrescente em relação a extensão das palavras, corremos o risco de perturbar a criança a ponto dela não se propor a fazer a sondagem já que logo de início, ditando uma palavra monossílaba, criamos um impasse – já que ela acredita que palavras com poucas letras não são legíveis - que no momento ela não tem como resolver. Nessa ordem também descobrimos a quantidade mínima que a criança aceita para que algo esteja escrito.
  2. Ao forçar a silabação o professor procura evitar o erro. Não há necessidade de silabar

  1. Verificar se o aluno ajusta o falado ao escrito. Muitas vezes ao escrever ele não se preocupa com essa relação – fala e escrita – mas no momento em que lê, justificando sua escrita, isso se torna observável para ele. São os casos de alunos que, por exemplo, ao escrever, CAMELO, escrevem assim:  RUBNOAI e no momento de ler dizem apontando:

R – p/ ca
U - p/ me
B - p/ lo

É exatamente a leitura que possibilita ao professor afirmar que sua escrita é silábica e não pré-silábica como o arranjo escrito sugere.
  1. O objetivo é saber o que a criança pensa. A situação é diagnóstica.