sexta-feira, 1 de julho de 2011

Cálculo Mental para o Coordenador Vicente Paulo de Souza



Esses procedimentos são uns dos mais antigos utilizados para se chegar a um resultado de um cálculo, principalmente pelos adultos, porém na escola ainda é pouco valorizado. A escola trabalha os cálculos utilizando o algoritmo, por acreditar que é uma forma mais organizada de ensinar a resolução dos cálculos. No entanto é preciso saber que na utilização do cálculo mental o aluno usa estratégias que estão apoiadas nas propriedades das operações do sistema de numeração. Por exemplo, para se resolver a operação: 89 + 40 é possível pensar assim: 90 + 40 = 130, 130 - 1 = 129, para calcular 4x 8 um caminho seria pensar ( 2 x 8) + (2 x 8) = 16 +16 = 32, veja que não é tão desorganizado assim o cálculo mental. Pelo contrário, nele está explicito propriedades importantes das operações.
O trabalho com o cálculo mental abordado pelo programa de formação continuada Além dos Números no município de Ariquemes – RO vem trazendo essa discussão à tona, uma reflexão que poderá ajudar a educação do município dar um salto de qualidade no ensino da matemática. Educadores passam a valorizar e incluir essa estratégia de trabalho no cotidiano escolar. Sabe-se que a nova tônica da educação atual deslocou do eixo da valorização a memorização para o desenvolvimento do pensamento, o aluno precisa aprender a pensar para resolver situações problemas que aparecem em seu dia a dia, nesse contexto percebe-se a importância do fazer matemática através da elaboração de procedimentos e estratégias individuais e coletivas. A disciplina da matemática tem todos os quesitos para esse desenvolvimento.
O cálculo mental sem dúvida desenvolverá no educando formas diferentes de pensar e chegar a um resultado satisfatório sem a preocupação com regras e forma mecânicas de calcular.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Relato da coordenadora Flávia na formação do Programa Além dos Números

Segue abaixo um comentário feito pela da coordenadora no nosso último encontro de formação realizado no dia 22/06/2011. Ela descreve como foi que sua professora desenvolveu a tarefa sobre cálculos fáceis e difíceis.
“Percebi que algumas crianças recorriam à continha armada o algoritmo, quando a professora do 2º ano propôs em pequeno grupos para elas separassem os cálculos fáceis dos difíceis. Já outras utilizaram estratégias diferentes do comum para chegar ao resultado tais como:
No cálculo 100 + 35 – cheguei ouvir em um grupo, essa é fácil porque é só tirar os dois zero e acrescentar o 35.
No cálculo 50+49 – ouvi, depois do 49 vem o 50 então é 1, esse é fácil!
No cálculo 7 + 7 – ouvi uma criança de um dos grupos dizer esse é fácil porque é só colocar na cabeça 7 e somar com mais 7.
A atividade foi registrada em um cartaz, onde a professora discutiu questão por questão e solicitava os procedimentos que os pequenos utilizaram para que a ideia de um grupo pudesse a vir contribuir com as crianças que consideraram como cálculo difícil. Esta tarefa ainda está sendo desenvolvida. Porém as propostas serão outras a professora está procurando ampliar o repertório das crianças a partir do que foi considerado cálculo difícil pela turma. Também está utilizando alguns jogos para ajudar as crianças memorizarem alguns cálculos”

sexta-feira, 17 de junho de 2011

A descoberta

Texto retirado do último relatório de formação que aconteceu no dia 31/05/2011.

Muita coisa para aprender. Saindo da formação foi a expressão que no meu silêncio pude falar.

Minutos antes de finalizar a formação chegou um depoimento curto e simples sobre quando uma criança descobriu a diferença entre o desenho e a escrita.

Pedro com 5 anos já demonstra um interesse pela escrita, constrói suas próprias ideias, resolve problemas e cria suas conceituações. Menino esperto e sabido descobriu que para escrever, rabisco não precisa. “Mãe quero escrever seu nome assim, desse jeito aqui (referindo sobre a sua “escrita”) não dá para escrever seu nome mãe”.

Abre-se suavemente a cancela para o menino, que vibrantemente percebeu que para escrever é preciso letras. A secreta mediação que faz sobre os seus rabiscos e a escrita do nome da mãe de maneira convencional é uma nova perspectiva que renasce com imenso desafio, Pedro, já fez o desfecho que o desenho não representa à escrita, assim, ao fazer essa distinção passou compreender que a escrita substitui e não reproduz algo, assim foi capaz de resolver o primeiro problema que havia colocado para si.

Incutir em um grande esforço intelectual na construção de formas diferentes de escrita será um outro grande desafio que ele colocará para si. Surgirá então descobertas que algo para ser lido não basta só ter letras, o que exigirá cumprir dois critérios: quantidade suficiente de letras e respeitar uma variedade interna de caracteres. Depois de resolver este problema tentará fazer coincidir a escrita e o enunciado oral, onde se colocará em outro problema a ser revolvido. Até escrever alfabeticamente passará por um processo de elaboração de hipóteses, resolução de problemas que ele mesmo se colocará no qual antigos saberes vão dando lugar a novas formulações.

Isso me fez pensar que as crianças são curiosas e envolvem com entusiasmos em situações que as desafiam, só precisam de oportunidades de observar e reelaborar suas representações sobre a escrita, serem colocadas em situações em que possam saber o que, para que e para quem escrevem.

Grandes descobertas fez Pedro!

sábado, 28 de maio de 2011

Depoimento da professora Giseli _- Escola Chapeuzinho Vermelho

Retirado do relatório do 1º encontro de formação 2011 – Elaborado pela coordenadora Flávia e vice-diretora Rosemeire
A professora Giseli comentou- “formação em 2010 foi brilhante para alcançar êxito no final do ano. Uma experiência marcante foi colocar em prática a leitura em voz alta, mas de forma planejada e desenvolvida como atividade permanente, assim os alunos já sabiam que todo dia no primeiro momento faria leitura em voz alta. Os mesmos aguardavam atenciosamente para escutá-la. E estar inserida na formação me ajudou a ter subsídios e condições para trabalhar com meus alunos. Exemplo é atividade de reconto e reescrita realmente me surpreendeu, pois as crianças podem produzir mesmo não lendo e escrevendo convencionalmente é só o professor dar suporte necessário ao aluno.”

domingo, 8 de maio de 2011

Reescrita

Alessandro e Gabriel foram movidos a reescreverem alguns contos ao redor da fogueira de Rogério Barbosa. Foram apresentadas duas sequências de reescrita dessas crianças que comprovam que ela é uma excelente situação de aprendizagem porque permite aproximar as crianças da linguagem que se escreve. Neste projeto, em especial, Alessandro e Gabriel, sabiam que iriam escrever, um conto, para fazer parte de um livro de reescrita de contos desse autor, para ser exposto na feira cultural da escola para toda comunidade escolar prestigiar. Além de saber o destinatário, a finalidade de sua escrita e que gênero seria escrito eles participaram de diversas situações de: leitura feita pela professora; ditado para a professora; análise de algumas expressões utilizadas pelo autor que enriquece o texto e também de palavras que caracteriza o gênero; produções coletivas e em dupla; revisão textual; produções coletivas professora evidenciava comportamentos escritores; alguns momentos das produções retornava ao texto-fonte para que as crianças analisassem o que faltava no texto.
Abaixo está outro texto elaborado pela dupla, este é a primeira versão do segundo conto escolhido por eles para reescreverem. Observem o texto e analise com o primeiro e digam que cuidados eles já tomaram ao produzir esse texto? Seria diferente iniciar essa situação já solicitando as crianças a reescrita de um conto antes de passar por todo esse processo?



quarta-feira, 4 de maio de 2011

Análise de Reescrita - Versão 2

Mais um desafio!
As professoras Eliane e Alice estão entusiasmadas com o projeto de reescrita de contos ao redor da fogueira. E não param, estão sempre buscando aproximar as crianças da linguagem que se escreve através de atividades de reescrita e também estão fazendo muitas ações para que as crianças melhorarem suas produções de textos. Agora o contive é observar a 2ª versão de reescrita e pensar que avanços essas crianças apresentam. É possível perceber avanços na escrita dessas crianças nesta 2ª versão? Quais? A partir dessa 2ª versão, o que a professora precisa fazer para as crianças qulificarem mais esse texto?

sábado, 30 de abril de 2011

1° Encontro de formação do Programa Além das Letras. Desafios e avanços apresentados pelas coordenadoras.

Lucia coordenadora da E.M.E.F.M Mário Quintana - fez uma bela explanação sobre sua prática. Comentou que no início sentiu uma dificuldade, pois desempenhar este papel ainda era novo, não estava compreendido que sua função era ajudar na formação de seus professores. As pautas considerava um“bicho de 7cabeças”,mas o contato sistemático com a elaboração a fez a perceber que as pautas não passavam de uma organização melhor para a formação e dar mais segurança ao formador nas reflexões com seus professores. Apresentou, também que no seu grupo havia professoras resistentes e a maioria não acreditavam que as crianças poderiam produzir textos. Mas com o tempo de reflexão que tiveram na escola as práticas de muitos têm mudado. Por fim ela presencia leitura em voz alta em seu grupo com mais frequência, produção de texto apresentam contexto comunicativo.


Eliane coordenadora da E.M.E.F. Ireno Berticelli - apresentou a situação inicial da formação:
Como formadora: comentou que no início foi difícil atuar como formadora porque no primeiro ano de formação do programa, estava como professora, e presenciava muitas reclamações das professoras em participar do programa. Quando assumiu em 2009 sempre lembrava dos comentários que as colegas faziam. Isso de início já era uma barreira.
Depoimento da coordenadora Eliane Teixeira
Iniciei o Ano letivo de 2009 trabalhando como professora do 2º Ano C e na ocasião deu-se início a formação continuada do Programa Além das Letras, onde comecei como cursista. Ainda em 2009, deixei a turma do 2º Ano para atuar na Coordenação pedagógica de 1º e 2º Ano da Escola. Trabalhar a formação do programa o Além das Letras com as professoras que atuavam nas turmas de 1º e 2º Ano foi meu maior desafio, haja vista que havia muita resistência por parte das professoras em participar da formação e a maioria dizia que só participavam porque eram obrigadas e que tudo o que era visto já era conhecido por elas. Nos dias da Formação, as professoras ficavam saindo da sala e não demonstravam nenhum interesse em participar. Como formadora sempre deixei claro que estávamos em processo de formação sempre que surgiam dúvidas procurava não deixá-las sem resposta. Fomos parceiros o tempo todo na formação.
Cenário antes da formação
Leitura feita pelo professor
A Leitura em voz alta acontecia raramente sem planejar e com objetivos:
 De acalmar os alunos
 Para dar lição de moral
 Porque se sentiam obrigadas.

Enfim, muitos comentavam que os alunos bagunçavam na hora da leitura e os professores diziam que não iam mais fazer a leitura em voz alta, pois tinha muito conteúdo para aplicar. Não considerava a leitura em voz alta como conteúdo. Em alguns momentos passando pelas salas de aula elas faziam de conta que estavam realizando a leitura em voz alta.
Produção de texto
 A produção de texto era feita apenas com alunos alfabéticos, através de figuras sem apresentar função comunicativa e comportamento escritor.
 Os 1º Anos trabalhavam com palavras e frases, não havia compreensão que as crianças poderiam produzir texto coletivamente, tendo professor como escriba.

Ações realizadas para mudar esse cenário
 Convidava algumas professoras da escola para fazer depoimento, apresentando as dificuldades e avanços dos alunos frente ao conteúdo tratado na formação, e assim as outras professoras iam percebendo que era possível a mudança na prática de leitura e produção de texto.
 Espaço na formação para troca de experiência das professoras.
 Leitura feita pelo coordenador, para despertar comportamento leitor tanto na formação quanto em sala de aula com os alunos.
 Boas indicações literárias nos encontros de formação.
 Durante as formações sempre deixava claro que todos estávamos em processo de formação e sempre que surgia alguma dúvida, procurava não deixá-las sem respostas.
 Trabalho em equipe: equipe gestora e professores foram parceiros um dos outros. (diretora e vice participavam das formações). Uma das características das diretoras, era sempre solicitar as pautas antes da formação para estar mais inteirada sobre o assunto antes de participar da formação.
 Utilização da estratégia tematização da prática.
 Formação para as turmas de 1° ao 5° ano em 2010.
 Organização das duas coordenadoras para os estudos dos materiais da formação. Dia específico para cada uma planejar e estudar para formação. No dia de estudo para não sermos interrompidas pelas professoras o coordenador que não está de planejamento assume os dois grupos o de 1° e 2° ano e o de 3° ao 5° ano.
Resultados
 Em 2010 os alunos do 1º Ano terminaram fazendo atividades de reescrita individual em dupla e coletiva. Mudança na prática de produção de texto.
 O índice de retenção do 2º Ano foi de 12% para 6%.
 Atualmente as professoras trabalham com atividades permanentes, sequência didática e projetos didáticos essas atividades fazem parte da rotina dos professores.
 Maior frequência de atividades de produção de texto no planejamento das professoras com propósitos comunicativos.

Metas para 2011
 Reduzir o índice de repetência do 2º Ano de 6% para 4% .
 Organizar melhor o trabalho com as rotinas das professoras.


Nilda coordenadora da E.M.E.I.E.F Jorge Teixeira – relatou que no início enfrentou alguns problemas quanto à formação dos professores:
• Resistência por parte de alguns colegas de trabalho quanto a colocar em prática o conteúdo discutido na formação.
• Conseguir a participação de todos os professores do 1° ao 5° ano.
• Turmas de 2° Ano apresentavam alto índice de alunos não alfabéticos.
• Professores consideravam o trabalho com projetos didático difícil, diziam que dava muito trabalho, alegando que tinham que ensinar o conteúdo. Ainda não tinham compreensão que os conteúdos poderiam ser trabalhados dentro dos projetos didáticos.

As práticas mais comuns de produção de texto em sua escola:
As produções de textos eram desenvolvidas mais através de gravuras (conforme apresenta a figura ao lado), onde as crianças não sabiam o que, para e para quem escreviam.

Com as discussões nas formações essas práticas foram mudando. É possível ver situações de produção de texto mais organizadas.
Alguns avanços percebidos:
• Professores trabalhando com projetos didáticos e acreditando que podem ensinar os conteúdos dentro das modalidades organizativas.
• As produções de textos escrito pelas crianças apresentam avanço já no início 2011.
• Turmas de 2° Ano de 75% aprovados em 2009 passaram para 85% em 2010.
• As turmas de 1° ano iniciaram com 2% de alunos com a hipótese alfabética e concluíram com 83%.
• Maior exploração do gênero ao propor uma atividade de produção de texto, quanto aos aspectos estruturais.
Finalizou explicitando que logo no início percebeu que a formação por si só não dava conta de promover reflexões, era preciso um acompanhamento contínuo junto com o professor, e nisso a tematização da prática ajudou bastante a reconstruir as práticas em sala de aula. Além disso, fez o seguinte comentário: “... antigamente deixava em uma mesa na sala dos professores livros e revistas, elas nem abriam, pois do jeito que eu deixava no envelope ficava. Agora falo com orgulho, as professoras de minha escola, leem mais, revistas e livros não param mais na mesa... enfim, desafios têm e sempre são muitos. Fácil não é! Porque não basta só desenvolver a formação é preciso acompanhar o professor. Mas é possível."